Estaria bem longe daqui a ver o mar
longe de olhares e inconstâncias
assim, e sem vontade de aqui estar
Fujo no meu pensamento e vôo numa imensidão de carícias...
Esta a realidade de um sonho não cumprido...
A filha e o filho. Amores e amantes, sonhos e ilusões, mares e campos, os dias e as noites de quem se vai dando por aqui...
terça-feira, 29 de março de 2005
quarta-feira, 9 de março de 2005
Num dia
O dia começa com um olhar tranquilo ao acordar
E desperta-me de uma noite curta de sonhos
Envolvida pelo som da manhã aguarda um sinal, um olhar
de fuga para este dia que a aguarda em aventuras e imaginários contos.
Os sons agudos transparecem a sua felicidade e confiança
por saber que no final deste dia deu mais um passo, sem nada conter
no caminho que traça ao erguer-se de coragem e segurança
em conseguir o seu objectivo, sem ajudas, certa do seu poder
O final do dia embala-a, quase a adormecer
A luta contra o sono começa, numa energia que a consome
Solta um sorriso de exaustão e olha-me numa entrega de enternecer
As forças falham então, e certa de mais uma conquista...dorme.
Ao meu colo...Catarina.
E desperta-me de uma noite curta de sonhos
Envolvida pelo som da manhã aguarda um sinal, um olhar
de fuga para este dia que a aguarda em aventuras e imaginários contos.
Os sons agudos transparecem a sua felicidade e confiança
por saber que no final deste dia deu mais um passo, sem nada conter
no caminho que traça ao erguer-se de coragem e segurança
em conseguir o seu objectivo, sem ajudas, certa do seu poder
O final do dia embala-a, quase a adormecer
A luta contra o sono começa, numa energia que a consome
Solta um sorriso de exaustão e olha-me numa entrega de enternecer
As forças falham então, e certa de mais uma conquista...dorme.
Ao meu colo...Catarina.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005
Carinho
É difícil por vezes entender o que leva à distância de um carinho
Aquele olhar que deixa seguro quem só quer um conforto
O quase tocar de um quase beijar e nunca acreditar
Que a verdade do amar
Está na paixão de um sorriso impensado, a certeza de não estar sozinho.
A constante descoberta de um novo sorriso só nosso, cativa.
A vontade inesperada de amar no escurinho, inebria.
A saudade de ver à tardinha, quem nos beijou pela manhã fugitiva,
faz-nos crer que a monotonia está em quem não acredita que amar é alegria.
Saber viver o amor não é dom, mas sabedoria
Saber surpreender quem pensa conhecer tudo de nós, é encantamento
Saber amar é magia
Que só os amantes conseguem defenir num inesperado momento.
16/Fev/2005
Rita
Aquele olhar que deixa seguro quem só quer um conforto
O quase tocar de um quase beijar e nunca acreditar
Que a verdade do amar
Está na paixão de um sorriso impensado, a certeza de não estar sozinho.
A constante descoberta de um novo sorriso só nosso, cativa.
A vontade inesperada de amar no escurinho, inebria.
A saudade de ver à tardinha, quem nos beijou pela manhã fugitiva,
faz-nos crer que a monotonia está em quem não acredita que amar é alegria.
Saber viver o amor não é dom, mas sabedoria
Saber surpreender quem pensa conhecer tudo de nós, é encantamento
Saber amar é magia
Que só os amantes conseguem defenir num inesperado momento.
16/Fev/2005
Rita
quinta-feira, 20 de janeiro de 2005
E computador...nem vê-lo!
Para os ínfimos leitores desta minha página, gostaria apenas de desculpar esta minha ausência, mas isto de não ter computador em casa há um mês, ou mais...é dose!!!!!!
Rita
Rita
terça-feira, 4 de janeiro de 2005
2004...momento memorável
Neste novo ano, não gostaria de esquecer o que foi o começo de uma vida que juntos criámos.
Antes do seu nascimento, aconteceu um dos momentos mais felizes que tive na minha vida.
Acordei dei-te um beijo, e foste trabalhar.
Levantei-me e sorri àquela manhã, pois sabia que me poderia trazer o melhor, não o sol, nem a lua, mas a confirmação da suspeita. O melhor do nosso mundo (e de todos os outros).
Caminhei em busca da resposta e esperei... esperei... esperei... e aí acordei!
Bom dia!!!!!! Às duas...Um bom dia nunca dito antes.
E um grito separou-me de mim e levou-me a sentir o maior ser do mundo, gigante e fantástico, único! Esse grito assustou o anteriormente mais pequeno ser da casa, que com as suas orelhas em pé olhava para mim perguntando-se quem era aquela, que nunca tinha vislumbrado antes. A embrulhar-me um sorriso que me consumia e fazia esquecer de tudo o que era até àquele momento.
A partir dali éramos mais um e essa certeza acompanhou-me todo o dia, até que à noite e já depois de uma curta viagem juntos, te disse, o que no fundo já querias como certo, saber.
É verdade. Vem aí. A nossa vida...
Tudo recomeçou daí.
E apesar de um momento ausente...sei que nela estarás sempre presente e a viverás como sempre me soubeste amar.
Antes do seu nascimento, aconteceu um dos momentos mais felizes que tive na minha vida.
Acordei dei-te um beijo, e foste trabalhar.
Levantei-me e sorri àquela manhã, pois sabia que me poderia trazer o melhor, não o sol, nem a lua, mas a confirmação da suspeita. O melhor do nosso mundo (e de todos os outros).
Caminhei em busca da resposta e esperei... esperei... esperei... e aí acordei!
Bom dia!!!!!! Às duas...Um bom dia nunca dito antes.
E um grito separou-me de mim e levou-me a sentir o maior ser do mundo, gigante e fantástico, único! Esse grito assustou o anteriormente mais pequeno ser da casa, que com as suas orelhas em pé olhava para mim perguntando-se quem era aquela, que nunca tinha vislumbrado antes. A embrulhar-me um sorriso que me consumia e fazia esquecer de tudo o que era até àquele momento.
A partir dali éramos mais um e essa certeza acompanhou-me todo o dia, até que à noite e já depois de uma curta viagem juntos, te disse, o que no fundo já querias como certo, saber.
É verdade. Vem aí. A nossa vida...
Tudo recomeçou daí.
E apesar de um momento ausente...sei que nela estarás sempre presente e a viverás como sempre me soubeste amar.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2004
Numa lágrima feliz
A paz ao desvendar o cenário do meu Natal; não tem palavras que o consigam transcrever, pintura que lhe dê as cores reais, ou música que passe as sensações vividas.
O paladar de um abraço espontâneo.
O sonho pela espera do embrulho, o mais pequeno que seja.
A expectativa por um segredo bem guardado.
A lágrima ao sentir-me tão especial.
O prazer de estar com quem nos quer perto.
A surpresa que arrepia num gesto simples, a confirmação de um Amor eterno.
A sede de sentidos, e promessas de amor cumpridas.
As declarações apaixonadas de quem nos quer dar o mundo.
Numa letra a maior realização da minha vida...C.
Receber prendas torna-nos, naquele momento, o ser mais importante do mundo. Alguém se lembrou de nós ao olhar um objecto, e no momento de o desvendar, a surpresa abraça-nos com a força de uma tempestade, e molha-nos a alma de carinho e paixão por sentir o sabor de viver com quem mais amamos.
A minha família.
O paladar de um abraço espontâneo.
O sonho pela espera do embrulho, o mais pequeno que seja.
A expectativa por um segredo bem guardado.
A lágrima ao sentir-me tão especial.
O prazer de estar com quem nos quer perto.
A surpresa que arrepia num gesto simples, a confirmação de um Amor eterno.
A sede de sentidos, e promessas de amor cumpridas.
As declarações apaixonadas de quem nos quer dar o mundo.
Numa letra a maior realização da minha vida...C.
Receber prendas torna-nos, naquele momento, o ser mais importante do mundo. Alguém se lembrou de nós ao olhar um objecto, e no momento de o desvendar, a surpresa abraça-nos com a força de uma tempestade, e molha-nos a alma de carinho e paixão por sentir o sabor de viver com quem mais amamos.
A minha família.
terça-feira, 30 de novembro de 2004
Noite na Escócia
Curioso, como uma melodia nos pode dar a ver uma imagem,
nítida de acordes, sentida de emoções saudosas, quente de um inverno rigoroso;
por entre uma verdade de tristeza e perda, escuridão e saudade profunda.
Longe de casa, mas acima de tudo longe daquele céu que já fazia parte da minha noite.
Primeira noite, olho o céu, e vejo...nada.
Segunda noite, olho o céu...nada.
Terceira, quarta noite...nada.
Parecia que uma única nuvem cobria o manto de estrelas que sem ter força e brilho suficiente para renascer daquele cinza triste, se entregavam sem luta. Manto que ao longo de vários dias...nunca vi.
As estrelas fazem-me falar, e aquele cenário silenciava-me. Queria a minha vista , aquele lençol luminoso que cobre o rio e beija Lisboa com o seu brilho nocturno, fazendo-a acordar numa noite que convida a dançar em cada esquina, em cada beco; despida de preconceitos, sem medos, confiante do seu sorriso.
Lisboa sorri a quem a espreita, adormece quem nela se deita, e devora os amantes com um luar hipnotisante, estremece os mais distraídos, acalma quem não encontra paz. Lisboa bebe-se, sente-se, escreve-se, envaidece os mais desleixados.
E nela queria pousar, ser devorada e nela escondida daquele mundo.
Saudade...
nítida de acordes, sentida de emoções saudosas, quente de um inverno rigoroso;
por entre uma verdade de tristeza e perda, escuridão e saudade profunda.
Longe de casa, mas acima de tudo longe daquele céu que já fazia parte da minha noite.
Primeira noite, olho o céu, e vejo...nada.
Segunda noite, olho o céu...nada.
Terceira, quarta noite...nada.
Parecia que uma única nuvem cobria o manto de estrelas que sem ter força e brilho suficiente para renascer daquele cinza triste, se entregavam sem luta. Manto que ao longo de vários dias...nunca vi.
As estrelas fazem-me falar, e aquele cenário silenciava-me. Queria a minha vista , aquele lençol luminoso que cobre o rio e beija Lisboa com o seu brilho nocturno, fazendo-a acordar numa noite que convida a dançar em cada esquina, em cada beco; despida de preconceitos, sem medos, confiante do seu sorriso.
Lisboa sorri a quem a espreita, adormece quem nela se deita, e devora os amantes com um luar hipnotisante, estremece os mais distraídos, acalma quem não encontra paz. Lisboa bebe-se, sente-se, escreve-se, envaidece os mais desleixados.
E nela queria pousar, ser devorada e nela escondida daquele mundo.
Saudade...
quinta-feira, 25 de novembro de 2004
Um segundo sem palavras
É inexplicável o que um bom momento de representação nos faz sentir, e quando esse momento consegue vir de um meio, que se encontra tão saturado de poucas ideias.
Uma série, uma cena, sem palavras, os olhares, aquele silêncio...
É bom como ainda nos conseguem surpreender, durante aquele breve instante de televisão. Vermos bons actores, tão bons que por instantes esquecemos a pessoa e vemos apenas a personagem. Crianças que representam como adultos. E acreditar. Que naquele momento, naqueles segundos nos contam a verdade. Sem mentiras e sem enganos.
Não apenas conseguir de nós a lágrima, mas arrepiarmo-nos de emoção...!?!
Aguardo próximo episódio.
“A Juíza”
Sic Mulher-Quarta-feira-21:00
Uma série, uma cena, sem palavras, os olhares, aquele silêncio...
É bom como ainda nos conseguem surpreender, durante aquele breve instante de televisão. Vermos bons actores, tão bons que por instantes esquecemos a pessoa e vemos apenas a personagem. Crianças que representam como adultos. E acreditar. Que naquele momento, naqueles segundos nos contam a verdade. Sem mentiras e sem enganos.
Não apenas conseguir de nós a lágrima, mas arrepiarmo-nos de emoção...!?!
Aguardo próximo episódio.
“A Juíza”
Sic Mulher-Quarta-feira-21:00
sábado, 20 de novembro de 2004
Momentos de leitura
De muitos momentos inesquecíveis da nossa vida, farão parte, aqueles que vivemos segurando um livro nas mãos. Página a página encontrando imagens nunca vividas, ou por vezes reconhecendo-nos nelas. Existem escritores assim, capazes de nos levar a debruçar em nós próprios, deixando-nos livres no que mais tememos, o pensamento.
E assim, fica aqui um desses meus momentos, que farão parte de mim, sempre.
-"Gostaria de voar numa vassoura e dançar com outras bruxas pagãs no bosque à luz do luar, invocando as forças da Terra e afugentando demónios, quero converter-me numa velha sábia, aprender antigos encantamentos e segredos de curandeiros. Não é pouco o que eu pretendo. As feiticeiras, tal como os santos, são estrelas solitárias que brilham com luz própria, não dependem de nada nem de ninguém, por isso carecem de medo e de lançar-se cegas no abismo com a certeza de que em vez de se destruírem sairão a voar. Podem converter-se em pássaros para ver o mundo de cima ou vermes para vê-lo por dentro, podem habitar noutras dimensões e viajar para outras galáxias, são navegantes num oceano infinito de consciência e conhecimento."
Isabel Allende
"Paula"
E assim, fica aqui um desses meus momentos, que farão parte de mim, sempre.
-"Gostaria de voar numa vassoura e dançar com outras bruxas pagãs no bosque à luz do luar, invocando as forças da Terra e afugentando demónios, quero converter-me numa velha sábia, aprender antigos encantamentos e segredos de curandeiros. Não é pouco o que eu pretendo. As feiticeiras, tal como os santos, são estrelas solitárias que brilham com luz própria, não dependem de nada nem de ninguém, por isso carecem de medo e de lançar-se cegas no abismo com a certeza de que em vez de se destruírem sairão a voar. Podem converter-se em pássaros para ver o mundo de cima ou vermes para vê-lo por dentro, podem habitar noutras dimensões e viajar para outras galáxias, são navegantes num oceano infinito de consciência e conhecimento."
Isabel Allende
"Paula"
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