terça-feira, 29 de março de 2005

Longe daqui

Estaria bem longe daqui a ver o mar
longe de olhares e inconstâncias
assim, e sem vontade de aqui estar
Fujo no meu pensamento e vôo numa imensidão de carícias...

Esta a realidade de um sonho não cumprido...

quarta-feira, 9 de março de 2005

Num dia

O dia começa com um olhar tranquilo ao acordar
E desperta-me de uma noite curta de sonhos
Envolvida pelo som da manhã aguarda um sinal, um olhar
de fuga para este dia que a aguarda em aventuras e imaginários contos.

Os sons agudos transparecem a sua felicidade e confiança
por saber que no final deste dia deu mais um passo, sem nada conter
no caminho que traça ao erguer-se de coragem e segurança
em conseguir o seu objectivo, sem ajudas, certa do seu poder

O final do dia embala-a, quase a adormecer
A luta contra o sono começa, numa energia que a consome
Solta um sorriso de exaustão e olha-me numa entrega de enternecer
As forças falham então, e certa de mais uma conquista...dorme.

Ao meu colo...Catarina.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005

Carinho

É difícil por vezes entender o que leva à distância de um carinho
Aquele olhar que deixa seguro quem só quer um conforto
O quase tocar de um quase beijar e nunca acreditar
Que a verdade do amar
Está na paixão de um sorriso impensado, a certeza de não estar sozinho.

A constante descoberta de um novo sorriso só nosso, cativa.
A vontade inesperada de amar no escurinho, inebria.
A saudade de ver à tardinha, quem nos beijou pela manhã fugitiva,
faz-nos crer que a monotonia está em quem não acredita que amar é alegria.

Saber viver o amor não é dom, mas sabedoria
Saber surpreender quem pensa conhecer tudo de nós, é encantamento
Saber amar é magia
Que só os amantes conseguem defenir num inesperado momento.

16/Fev/2005
Rita

quinta-feira, 20 de janeiro de 2005

E computador...nem vê-lo!

Para os ínfimos leitores desta minha página, gostaria apenas de desculpar esta minha ausência, mas isto de não ter computador em casa há um mês, ou mais...é dose!!!!!!

Rita

terça-feira, 4 de janeiro de 2005

2004...momento memorável

Neste novo ano, não gostaria de esquecer o que foi o começo de uma vida que juntos criámos.
Antes do seu nascimento, aconteceu um dos momentos mais felizes que tive na minha vida.
Acordei dei-te um beijo, e foste trabalhar.
Levantei-me e sorri àquela manhã, pois sabia que me poderia trazer o melhor, não o sol, nem a lua, mas a confirmação da suspeita. O melhor do nosso mundo (e de todos os outros).
Caminhei em busca da resposta e esperei... esperei... esperei... e aí acordei!
Bom dia!!!!!! Às duas...Um bom dia nunca dito antes.
E um grito separou-me de mim e levou-me a sentir o maior ser do mundo, gigante e fantástico, único! Esse grito assustou o anteriormente mais pequeno ser da casa, que com as suas orelhas em pé olhava para mim perguntando-se quem era aquela, que nunca tinha vislumbrado antes. A embrulhar-me um sorriso que me consumia e fazia esquecer de tudo o que era até àquele momento.
A partir dali éramos mais um e essa certeza acompanhou-me todo o dia, até que à noite e já depois de uma curta viagem juntos, te disse, o que no fundo já querias como certo, saber.
É verdade. Vem aí. A nossa vida...
Tudo recomeçou daí.
E apesar de um momento ausente...sei que nela estarás sempre presente e a viverás como sempre me soubeste amar.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2004

Numa lágrima feliz

A paz ao desvendar o cenário do meu Natal; não tem palavras que o consigam transcrever, pintura que lhe dê as cores reais, ou música que passe as sensações vividas.
O paladar de um abraço espontâneo.
O sonho pela espera do embrulho, o mais pequeno que seja.
A expectativa por um segredo bem guardado.
A lágrima ao sentir-me tão especial.
O prazer de estar com quem nos quer perto.
A surpresa que arrepia num gesto simples, a confirmação de um Amor eterno.
A sede de sentidos, e promessas de amor cumpridas.
As declarações apaixonadas de quem nos quer dar o mundo.
Numa letra a maior realização da minha vida...C.
Receber prendas torna-nos, naquele momento, o ser mais importante do mundo. Alguém se lembrou de nós ao olhar um objecto, e no momento de o desvendar, a surpresa abraça-nos com a força de uma tempestade, e molha-nos a alma de carinho e paixão por sentir o sabor de viver com quem mais amamos.
A minha família.

terça-feira, 30 de novembro de 2004

Noite na Escócia

Curioso, como uma melodia nos pode dar a ver uma imagem,
nítida de acordes, sentida de emoções saudosas, quente de um inverno rigoroso;
por entre uma verdade de tristeza e perda, escuridão e saudade profunda.
Longe de casa, mas acima de tudo longe daquele céu que já fazia parte da minha noite.
Primeira noite, olho o céu, e vejo...nada.
Segunda noite, olho o céu...nada.
Terceira, quarta noite...nada.
Parecia que uma única nuvem cobria o manto de estrelas que sem ter força e brilho suficiente para renascer daquele cinza triste, se entregavam sem luta. Manto que ao longo de vários dias...nunca vi.
As estrelas fazem-me falar, e aquele cenário silenciava-me. Queria a minha vista , aquele lençol luminoso que cobre o rio e beija Lisboa com o seu brilho nocturno, fazendo-a acordar numa noite que convida a dançar em cada esquina, em cada beco; despida de preconceitos, sem medos, confiante do seu sorriso.
Lisboa sorri a quem a espreita, adormece quem nela se deita, e devora os amantes com um luar hipnotisante, estremece os mais distraídos, acalma quem não encontra paz. Lisboa bebe-se, sente-se, escreve-se, envaidece os mais desleixados.
E nela queria pousar, ser devorada e nela escondida daquele mundo.
Saudade...

quinta-feira, 25 de novembro de 2004

Um segundo sem palavras

É inexplicável o que um bom momento de representação nos faz sentir, e quando esse momento consegue vir de um meio, que se encontra tão saturado de poucas ideias.
Uma série, uma cena, sem palavras, os olhares, aquele silêncio...
É bom como ainda nos conseguem surpreender, durante aquele breve instante de televisão. Vermos bons actores, tão bons que por instantes esquecemos a pessoa e vemos apenas a personagem. Crianças que representam como adultos. E acreditar. Que naquele momento, naqueles segundos nos contam a verdade. Sem mentiras e sem enganos.
Não apenas conseguir de nós a lágrima, mas arrepiarmo-nos de emoção...!?!
Aguardo próximo episódio.

“A Juíza”
Sic Mulher-Quarta-feira-21:00

sábado, 20 de novembro de 2004

Momentos de leitura

De muitos momentos inesquecíveis da nossa vida, farão parte, aqueles que vivemos segurando um livro nas mãos. Página a página encontrando imagens nunca vividas, ou por vezes reconhecendo-nos nelas. Existem escritores assim, capazes de nos levar a debruçar em nós próprios, deixando-nos livres no que mais tememos, o pensamento.
E assim, fica aqui um desses meus momentos, que farão parte de mim, sempre.

-"Gostaria de voar numa vassoura e dançar com outras bruxas pagãs no bosque à luz do luar, invocando as forças da Terra e afugentando demónios, quero converter-me numa velha sábia, aprender antigos encantamentos e segredos de curandeiros. Não é pouco o que eu pretendo. As feiticeiras, tal como os santos, são estrelas solitárias que brilham com luz própria, não dependem de nada nem de ninguém, por isso carecem de medo e de lançar-se cegas no abismo com a certeza de que em vez de se destruírem sairão a voar. Podem converter-se em pássaros para ver o mundo de cima ou vermes para vê-lo por dentro, podem habitar noutras dimensões e viajar para outras galáxias, são navegantes num oceano infinito de consciência e conhecimento."
Isabel Allende
"Paula"