Tive este ano a melhor das prendas de Natal, visto que veio quase no sapatinho.
A Catarina vai deixar de ser filha única, visto que tem um/a maninho/a já nas suas 10 semaninhas de existência, a querer vislumbrar este nosso mundo.
Confesso que foi bem difícil mas quis dar a notícia à família embrulhada para o Natal, e lá consegui por entre alguns percalços...
Digamos que barriga ainda não é difícil de esconder mas os enjoos, tudo aquilo que não posso comer, o cansaço, foi algo complicado de explicar a quem me conhece melhor do que ninguém. Mas consegui.
A véspera de Natal foi muito especial, o meu mano mais uma vez demonstrou num gesto tudo aquilo de gigantesco que nos une, entregando-me uma prenda que comprovou o pressentimento de que a mana estava grávida. Sem palavras.
A Catarina ainda não percebe o que se passa, penso que só ao ver a mãe a transformar-se de maneira gigantesca é que se irá questionar o que me está a acontecer, e que espécie de bicho é que eu engoli e me pôs assim!
Estou Feliz
A filha e o filho. Amores e amantes, sonhos e ilusões, mares e campos, os dias e as noites de quem se vai dando por aqui...
quinta-feira, 28 de dezembro de 2006
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
Primeiro dia de aulas
Hoje faz 18 anos que tive o meu primeiro dia de aulas no Conservatório.
Lá fui eu de madrugada, apanhar o comboio, depois o mítico elevador da bica (mais tarde deixei-me disso) e depois finalmente percorrer o Bairro Alto até ao centenário edifício das artes.
Depois de dias e dias de manifestações, às quais nunca compareci, mas que preparei com todos os outros alunos, contra o facto de não abrirem a escola, lá chegou este dia 22 de Novembro, e que tive o meu primeiro contacto com todos aqueles colegas/amigos, que fariam para sempre parte de mim.
A primeira aula foi com a professora Miriam. Fatal e marcante. Foi quem me fez desaprender e detestar o francês. As aulas eram arrepiantes de estupidamente mal conduzidas. Tratava-nos como se mal conseguimos falar, nem conseguia compreender como criancinhas tão pequenas (9/10 anos) já andavam de comboio! Irreal.
Saudade fica da primeira imagem, sem juízos de valor, que fica de algo que nos marca para sempre.
Todos os anos que lá estive foi comemorado este dia...que agora relembro.
Lá fui eu de madrugada, apanhar o comboio, depois o mítico elevador da bica (mais tarde deixei-me disso) e depois finalmente percorrer o Bairro Alto até ao centenário edifício das artes.
Depois de dias e dias de manifestações, às quais nunca compareci, mas que preparei com todos os outros alunos, contra o facto de não abrirem a escola, lá chegou este dia 22 de Novembro, e que tive o meu primeiro contacto com todos aqueles colegas/amigos, que fariam para sempre parte de mim.
A primeira aula foi com a professora Miriam. Fatal e marcante. Foi quem me fez desaprender e detestar o francês. As aulas eram arrepiantes de estupidamente mal conduzidas. Tratava-nos como se mal conseguimos falar, nem conseguia compreender como criancinhas tão pequenas (9/10 anos) já andavam de comboio! Irreal.
Saudade fica da primeira imagem, sem juízos de valor, que fica de algo que nos marca para sempre.
Todos os anos que lá estive foi comemorado este dia...que agora relembro.
terça-feira, 7 de novembro de 2006
Que bela manhã
É absurda a forma como um comum humano, que da sua forma pacífica, calma, tranquila até, sonolenta, esperando um simples autocarro, se consegue transformar num animal irracional à caça do seu alimento e esfomeado, num grito de poder, utilizando a suas garras, ao querer chegar à sua presa, não deixando qualquer outro chegar-se perto. É absurdo como nos transformamos numa situação que de nada de assemelha a uma guerra, e nos vemos ali numa batalha em que as bombas somos nós, prestes a explodir. Se numa pequena contrariedade as pessoas parecem irracionais nas suas acções, se for por uma causa como a religiosa...deve ser fácil alguém se tornar uma besta!
É triste termos de lidar com estas situações, numa altura em que o tempo é cada vez menos, apesar das 24 horas.
É cansativo esperar mais de uma hora com o frio a arrepiar, o ar a gelar os dedos, e no fim aparecer um autocarro a cair de podre, que parece que na mais pequena subida se engasga e volta para trás sem contemplação, e finalmente chegar ao trabalho passadas 3 horas de sair de casa...!
E quinta-feira...outra vez!
É triste termos de lidar com estas situações, numa altura em que o tempo é cada vez menos, apesar das 24 horas.
É cansativo esperar mais de uma hora com o frio a arrepiar, o ar a gelar os dedos, e no fim aparecer um autocarro a cair de podre, que parece que na mais pequena subida se engasga e volta para trás sem contemplação, e finalmente chegar ao trabalho passadas 3 horas de sair de casa...!
E quinta-feira...outra vez!
terça-feira, 31 de outubro de 2006
Dia de espectáculo

Estava até um pouco nervosa, como se fosse eu por detrás do pano.
Por detrás do pano espera-se pela nota inicial que nos leva ao encontro da fantasia, o que até ali eram apenas sons que imaginamos, escondidos por um pano que nos impede de sermos vistos assim, sem personagem.
É sempre estranho estar do lado de cá. A união essa é a mesma, o mesmo cheiro, o mesmo som da resina a ressoar nas sapatilhas, a ponta a tocar o mais fiel possível no chão, sem nos apercebermos do peso delas, aquele perfume que só o palco tem...
Aos poucos estava ali ao pé deles no palco, ouvindo-os contarem a sua história na ponta dos dedos, num olhar que chegava ao último lugar da última fila, de um teatro cheio (para ver dança, sim!).
No dia seguinte apetece voltar, imaginava apenas como seria com outro público, num outro ambiente que determina por vezes a forma como nos expressamos.
Voltei com o cheiro das fitas, da música a ecoar nos ouvidos, dos gritos dados a cada salto, do sonho em cada nota.
Foi bom voltar a estar. E volto, sempre.
terça-feira, 24 de outubro de 2006
Telefonema
Falei com alguém que de há uns 8 anos para cá não falava.
É tão bom voltar atrás e encontrar uma voz, adulta mas da adolescente que conheci, com coisas de certezas tão novas para falar, como sempre foi.
De todos os dias que nos encontrávamos nas aulas, tínhamos novidades a cada momento, uma música a partilhar, um texto a dar, aquela piada só nossa, gestos inconfundíveis, olhares no silêncio que falavam.
Nesta troca que foram três anos diários, encontramos obstáculos, paixões, amarguras, sonhos por cumprir, a par com todas as alegrias, a arte, a visão de um céu só nosso onde voávamos quando queríamos, a loucura, os riscos, tudo isto juntas.
Nessa altura tínhamos tempo de descobrir as pessoas.
A nossa amizade fez-se de defeitos e feitios, que nos ajudou a construir uma amizade e a descobrirmo-nos como gente.
Aprendemos com riso, e crescemos com algumas lágrimas.
Agora gente grande.
Vivemos em desencontros e falhas de tempo para ter amigos.
Gostei de teres ligado.
A voz de sempre, numa saudade esquecida.
Olá. Quando nos vemos? Breve.
É tão bom voltar atrás e encontrar uma voz, adulta mas da adolescente que conheci, com coisas de certezas tão novas para falar, como sempre foi.
De todos os dias que nos encontrávamos nas aulas, tínhamos novidades a cada momento, uma música a partilhar, um texto a dar, aquela piada só nossa, gestos inconfundíveis, olhares no silêncio que falavam.
Nesta troca que foram três anos diários, encontramos obstáculos, paixões, amarguras, sonhos por cumprir, a par com todas as alegrias, a arte, a visão de um céu só nosso onde voávamos quando queríamos, a loucura, os riscos, tudo isto juntas.
Nessa altura tínhamos tempo de descobrir as pessoas.
A nossa amizade fez-se de defeitos e feitios, que nos ajudou a construir uma amizade e a descobrirmo-nos como gente.
Aprendemos com riso, e crescemos com algumas lágrimas.
Agora gente grande.
Vivemos em desencontros e falhas de tempo para ter amigos.
Gostei de teres ligado.
A voz de sempre, numa saudade esquecida.
Olá. Quando nos vemos? Breve.
quinta-feira, 19 de outubro de 2006
Sonho de Filha
Ainda sobre o dia de ontem.. Tudo isto sem nunca esquecer de quem para além de me fazer tão bem, compartilha comigo estes dias...assim! Porque é isso o Amor.
quarta-feira, 18 de outubro de 2006
Dias assim
Existem dias difíceis, dias complicados, incompreensíveis, descoordenados, impróprios, furiosos, inadmissíveis, despropositados, destrutivos, cansativos, incoerentes, sem cor, sem rir...
Existem dias assim, que tudo se une sem desvario, certo que o sol não parece aclarar nenhuma vontade ou confiar num sorriso aberto, somente sincero e autêntico.
Hoje não há lugar a mentiras, falsas palavras, nem pensamentos silenciosos.
Nestes dias assim, só o som da filha me devolve a realidade.
Hoje quero ouvir-te todo o dia.
Existem dias assim, que tudo se une sem desvario, certo que o sol não parece aclarar nenhuma vontade ou confiar num sorriso aberto, somente sincero e autêntico.
Hoje não há lugar a mentiras, falsas palavras, nem pensamentos silenciosos.
Nestes dias assim, só o som da filha me devolve a realidade.
Hoje quero ouvir-te todo o dia.
sexta-feira, 13 de outubro de 2006
Ver dança
Há muito tempo, aliás há tempo demais que não vou ver um bailado.
Não tem sido falta de vontade. Não tem sido falta de tempo, nem falta de disposição, ou uma qualquer dor física. Tem sido a falta de coragem em ultrapassar esta estúpida barreira que me impus. Vai acabar.
Este mês vou ao bailado, talvez até sozinha, mas vou. Para voltar. Até porque é sempre bom ver antigos colegas, amigos. É tão bom, então porque não tenho ido...?
Vou embater neste muro que construí para me proteger do mundo que amo, e vou ver dançar, que me apaixona...sempre!
http://www.cnb.pt/
Não tem sido falta de vontade. Não tem sido falta de tempo, nem falta de disposição, ou uma qualquer dor física. Tem sido a falta de coragem em ultrapassar esta estúpida barreira que me impus. Vai acabar.
Este mês vou ao bailado, talvez até sozinha, mas vou. Para voltar. Até porque é sempre bom ver antigos colegas, amigos. É tão bom, então porque não tenho ido...?
Vou embater neste muro que construí para me proteger do mundo que amo, e vou ver dançar, que me apaixona...sempre!
http://www.cnb.pt/
terça-feira, 3 de outubro de 2006
Parabéns
A quem tanto passou comigo, por mim, com medos, sorrisos, lágrimas, desespero e incríveis gargalhadas.
A quem de mim viveu o pior, o melhor, a alegria de um passado que já foi o insuportável do presente, que sabe de mim hoje, e como ninguém me conhece, me ouve e sabe confiar.
Em mim poderás sempre saber que sou, estou, ficarei perto, de ti, partilhando cada instante o reflexo de ser filha. A tua filha.
Na sorte de te ter...
Parabéns Mãe.
A quem de mim viveu o pior, o melhor, a alegria de um passado que já foi o insuportável do presente, que sabe de mim hoje, e como ninguém me conhece, me ouve e sabe confiar.
Em mim poderás sempre saber que sou, estou, ficarei perto, de ti, partilhando cada instante o reflexo de ser filha. A tua filha.
Na sorte de te ter...
Parabéns Mãe.
quarta-feira, 27 de setembro de 2006
Uma canção
Outro dia encontrei-me com esta música e deparei-me com um sorriso que me é inevitável ao canta-la, ou apenas ouvi-la, como só este senhor consegue com as suas músicas. Sempre que a ouço a minha expressão é igual...
Aconselho a ouvir estes poucos minutos de música, num destes dias cinzentos.
STARFISH AND COFFEE
It was 7:45, we were all in line 2 greet the teacher Miss Kathleen
First was Kevin, then came Lucy, third in line was me
All of us were ordinary compared 2 Cynthia Rose
She always stood at the back of the line, a smile beneath her nose
Her favorite number was 20 and every single day
If U asked her what she had 4 breakfast, this is what she'd say
Starfish and coffee, maple syrup and jam
Butterscotch clouds and a tangerine, a side order of ham
If U set your mind free, baby, maybe U'd understand
Starfish and coffee, maple syrup and jam
Cynthia wore the prettiest dress but different color socks
Sometimes I wondered if the mates were in her lunchbox (Oh ooh oh)
Me and Lucy opened it when Cynthia wasn't around (Oh ooh oh)
Lucy cried, I almost died, U know what we found
CHORUS:
Starfish and coffee, maple syrup and jam
Butterscotch clouds, a tangerine and a side order of ham
If U set your mind free, baby, maybe U'd understand
Starfish and coffee, maple syrup and jam
Starfish and coffee
Cynthia had a happy face, just like the one she draws
On every wall, in every school, but it's alright, it's 4 a worthy cause
Go on, Cynthia!
Keep sayin'...
CHORUS
(La la la la...)
Starfish and coffee, love 4 the soul {x2}
Prince
Aconselho a ouvir estes poucos minutos de música, num destes dias cinzentos.
STARFISH AND COFFEE
It was 7:45, we were all in line 2 greet the teacher Miss Kathleen
First was Kevin, then came Lucy, third in line was me
All of us were ordinary compared 2 Cynthia Rose
She always stood at the back of the line, a smile beneath her nose
Her favorite number was 20 and every single day
If U asked her what she had 4 breakfast, this is what she'd say
Starfish and coffee, maple syrup and jam
Butterscotch clouds and a tangerine, a side order of ham
If U set your mind free, baby, maybe U'd understand
Starfish and coffee, maple syrup and jam
Cynthia wore the prettiest dress but different color socks
Sometimes I wondered if the mates were in her lunchbox (Oh ooh oh)
Me and Lucy opened it when Cynthia wasn't around (Oh ooh oh)
Lucy cried, I almost died, U know what we found
CHORUS:
Starfish and coffee, maple syrup and jam
Butterscotch clouds, a tangerine and a side order of ham
If U set your mind free, baby, maybe U'd understand
Starfish and coffee, maple syrup and jam
Starfish and coffee
Cynthia had a happy face, just like the one she draws
On every wall, in every school, but it's alright, it's 4 a worthy cause
Go on, Cynthia!
Keep sayin'...
CHORUS
(La la la la...)
Starfish and coffee, love 4 the soul {x2}
Prince
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