quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Dias assim

Existem dias difíceis, dias complicados, incompreensíveis, descoordenados, impróprios, furiosos, inadmissíveis, despropositados, destrutivos, cansativos, incoerentes, sem cor, sem rir...
Existem dias assim, que tudo se une sem desvario, certo que o sol não parece aclarar nenhuma vontade ou confiar num sorriso aberto, somente sincero e autêntico.
Hoje não há lugar a mentiras, falsas palavras, nem pensamentos silenciosos.
Nestes dias assim, só o som da filha me devolve a realidade.
Hoje quero ouvir-te todo o dia.

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Ver dança

Há muito tempo, aliás há tempo demais que não vou ver um bailado.
Não tem sido falta de vontade. Não tem sido falta de tempo, nem falta de disposição, ou uma qualquer dor física. Tem sido a falta de coragem em ultrapassar esta estúpida barreira que me impus. Vai acabar.
Este mês vou ao bailado, talvez até sozinha, mas vou. Para voltar. Até porque é sempre bom ver antigos colegas, amigos. É tão bom, então porque não tenho ido...?
Vou embater neste muro que construí para me proteger do mundo que amo, e vou ver dançar, que me apaixona...sempre!

http://www.cnb.pt/

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Parabéns

A quem tanto passou comigo, por mim, com medos, sorrisos, lágrimas, desespero e incríveis gargalhadas.
A quem de mim viveu o pior, o melhor, a alegria de um passado que já foi o insuportável do presente, que sabe de mim hoje, e como ninguém me conhece, me ouve e sabe confiar.
Em mim poderás sempre saber que sou, estou, ficarei perto, de ti, partilhando cada instante o reflexo de ser filha. A tua filha.
Na sorte de te ter...
Parabéns Mãe.

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Uma canção

Outro dia encontrei-me com esta música e deparei-me com um sorriso que me é inevitável ao canta-la, ou apenas ouvi-la, como só este senhor consegue com as suas músicas. Sempre que a ouço a minha expressão é igual...
Aconselho a ouvir estes poucos minutos de música, num destes dias cinzentos.

STARFISH AND COFFEE
It was 7:45, we were all in line 2 greet the teacher Miss Kathleen
First was Kevin, then came Lucy, third in line was me
All of us were ordinary compared 2 Cynthia Rose
She always stood at the back of the line, a smile beneath her nose
Her favorite number was 20 and every single day
If U asked her what she had 4 breakfast, this is what she'd say
Starfish and coffee, maple syrup and jam
Butterscotch clouds and a tangerine, a side order of ham
If U set your mind free, baby, maybe U'd understand
Starfish and coffee, maple syrup and jam
Cynthia wore the prettiest dress but different color socks
Sometimes I wondered if the mates were in her lunchbox (Oh ooh oh)
Me and Lucy opened it when Cynthia wasn't around (Oh ooh oh)
Lucy cried, I almost died, U know what we found
CHORUS:
Starfish and coffee, maple syrup and jam
Butterscotch clouds, a tangerine and a side order of ham
If U set your mind free, baby, maybe U'd understand
Starfish and coffee, maple syrup and jam
Starfish and coffee
Cynthia had a happy face, just like the one she draws
On every wall, in every school, but it's alright, it's 4 a worthy cause
Go on, Cynthia!
Keep sayin'...
CHORUS
(La la la la...)
Starfish and coffee, love 4 the soul {x2}


Prince

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Longa semana

Depois de uma semana que demorou a passar, vivendo cada minuto do dia intensamente, e esperando que viesse finalmente um outro sol, numa outra luz, sem chuva nem vento, sem cinzento para o encobrir, voltar o sorriso de quem não deixa que o tempo leve aquilo que mais se gosta.
É que o tempo é muitas vezes enganador, vi na passada semana vidas devastadas pela barreira intransponível e irremediável da morte, a quem foram negados a fonte do seu sonhar, o segredo do seu amar, a ternura de uma saudade que deixa quem nunca os quis largar.
Nesta saudade fica um caminho que perdeu o rumo, ficou irreconhecível, indecifrável, enegreceu o olhar de quem tão bem via o futuro.
Nesse futuro viviam o presente, e agora sem ele, terão de encontrar um novo caminho, por enquanto mesmo sem rumo, que virá...um dia, quando a dor da perda parar de as devorar, e apenas consumir o passado que permanecerá numa recordação eterna.

Foi nesta pressa de viver que vi desaparecer um colega.
Foi impensadamente aos 31.
Foi no limiar do seu sonho...
Foi num dia longo, interminável que me despedi dele, sem pressa.

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

A resposta ao momento "piroso" de ontem

A emoção traz-me lágrimas ao ler daquilo que sei, do teu amor por mim.
Penso que daquilo que sou, parte, ou melhor, grande parte devo-o a ti.
Á tua presença, ás brincadeiras, ao cuidado, ao carinho, á preocupação de proteger quem se ama, quem se sente responsável.
Levo-me a um passado sempre presente, ao lembrar o dia que me vi sem ti, numa casa para mim vazia. Também nunca te disse, mas no momento que te apercebi longe dali, senti uma solidão aterradora, perdi-me.
Soube nesse momento, ao olhar a porta de onde todos os dias te espreitei a dormir, antes de sair para a escola, e que, sem tu saberes roubava um bocadinho de perfume, da mesma porta de onde me chamavas como ninguém “Raite”, e com todo o meu carinho te preparava os melhores pequenos almoços, ao olhar essa mesma porta que nos fechou tantas vezes para o mundo, soube que nunca voltaríamos a “brincar” assim.
Perdi-te naquele instante para uma vida que (agora se comprova) te trouxe o que tanto procuraste, procurámos os dois, a paz e felicidade de uma vida...merecidas!
Ainda hoje sinto essa saudade, do que fomos, de como cresci ao perto de ti, do que aprendi meu irmão, do orgulho daquilo que me ensinaste, de como me orientaste para ser a mulher que sou hoje.
Sabemos no entanto, que mesmo já com filhos e estendendo-nos a outras famílias, depois de sacrifícios e entregas, distâncias e contratempos, continuaremos a partilhar a música, os poemas, as palavras soltas, os livros, os filmes, a sensibilidade que nos guia unindo-nos, garantindo que estarás sempre em mim, numa saudade infinita, saudável, e orgulhosa de tudo o que temos, os dois, mano.
Na inocência de um olhar eternamente cúmplice que será sempre orgulhosamente teu.
Quero assim, ter-te perto, sem perderes nunca nada. Sem eu nunca perder nada teu.
Por ver em ti descobri em mim o melhor de ser humano, por ver em ti descubro em mim a sensibilidade de se amar, de saber sorrir, a cada pôr-do-sol, a cada luar, ao simples acordar, a cada momento que ouço a tua voz. Linda.
Espreitar-te-ei todos os dias, no bom dia de sempre.
Sou tua mana...que orgulho.

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

4 anos

Parabéns a mim.
Por me encontrar ao pé de quem me ama assim...por mim.
Sou aquilo que mais gosto de mim, contigo.
Vejo as cores que ninguém mais vê num constante nascer do sol, contigo.
Sinto o vento a sorrir á lua na noite, contigo.
Falo o sonho da paixão, contigo.
Descubro o segredo que o mar derrama no areal, contigo.
Encontro-me contigo por te amar assim...por ti.

Contigo descobri ser feliz.

4 anos de amor, 2 de pura beleza, e por fim 9 de caminho.

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Em casa

É noite, deito-a: queres o bebé?
Xim. Xim mamã. Xenta mamã xenta.
E sento-me aos pés da cama dela. Olho pela janela e acalma-me um pôr-do-sol que foge por entre os eucaliptos, que ao voarem devolvem um vento dourado num aroma fresco, limpo, leve, puro.
As palavras dela em fundo retribuem a paz que o vento nos segreda ali ás duas.
-Mamã, papá, avó, tiuuu, tiaaa, bé (a cadela), carrrrro, Noddy (inevitavelmente)...
E volta ao início.
-Mamã, papá, bó...
No fim uma melodia que nem sempre identifico, mas que a embala acabando por se entregar naquela ladainha, á sua noite.
O sol adormece com ela.
Na caminha dela. No quarto dela.
Na nossa casa.
Finalmente filha.

domingo, 2 de julho de 2006

Chegaram...

Chegaram finalmente, depois de meses de espera…as portas e roupeiros lá de casa. Da casa. Uma casa cheia de expectativas, demoras, angústias, sonhos um pouco feridos pelo tempo, por palavras que faltaram dizer, por falhas, incertezas e sobretudo por mentiras.
Tudo isto foi tempo que ainda estamos a viver a aguardar onde há muito imaginamos viver.
Parece nesta altura que a falta destas portas ditaram todo este longo processo, não, apenas o percurso de umas férias longe, bem longe de uma casa, a nossa.
O desespero já nos fez questionar todas as nossas escolhas, e tem vindo a subir a necessidade de que aquela casa nos traga mais ainda do que inicialmente imaginámos, depois de tudo o que já se passou.
Estamos sedentos de felicidade…
O “já tá quase!” dura há meses, e as palavras de revolta começam a faltar-nos, apenas por fraqueza de gestos, tristeza no falar e algum desalento ao olhar a casa vazia.
Ainda sem nome continua esta casa por acabar, ainda com imensa esperança de ser o caminho certo, ainda com receios quanto à estrondosa mudança de vida, ainda com tanto por viver, ainda sem repostas mas confiante que em frente é o caminho, e que um dia terei as certezas que me poderão faltar.
A verdade é que vivemos para encontrar a intransponível felicidade, e tentamos não complicar muito o seu caminho, mas as dificuldades ditam o seu alcance, tornando-nos com tudo isto e mais que ainda poderá estar por vir, cada vez mais certos do amor que nos une e a fonte inesgotável do nosso carinho.

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Adoro estes testes!!!

Toda esta sorte passa por estar aqui sentada a esta secretária, neste escritório ao qual teimo em vir todos os dias, a escrever isto!...
Mas passo toda esta sorte (e mais) para a minha família, em especial a minha filhota!




Your Luck Quotient: 70%



You have a high luck quotient.

More often than not, you've felt very lucky in your life.

You may be randomly lucky, but it's probably more than that.

Optimistic and open minded, you take advantage of all the luck that comes your way.