segunda-feira, 21 de maio de 2007

Um susto

Tivemos o nosso primeiro susto com a Catarina.
Partiu a cabeça. Dito assim é aparentemente simples, e foi é certo.
Mas entre o telefonarem da escola com a informação da queda dela até vermos com os nossos olhos e ouvirmos os médicos dizer que está tudo bem, é um tempo útil gigantesco, e todo esse tempo de coração no olhar e mãos de quem acabou de perder algo, caminhando sem saber onde se pisa. Sentimo-nos um pouco perdidos, e o pai que o diga, que foi a ele que deram a notícia, tentando-me poupar, conseguiram.
Parece que na escola foi uma valente, pondo de lado toda a sua hiperactividade dando asas á calma que a assombrou naquele momento. Já quanto ao hospital a imagem foi outra, até porque ninguém gosta de sentir seis mãos a segurar-lhe o corpo todo para que a médica conseguisse fazer o que tinha a fazer.
Foi um susto. No fim do dia de rastos, os dois.
Ao deitá-la disse-lhe como sempre que a amava muito, mas nesse dia foi diferente:
Obrigada mamã!

Tudo compensa. Ela está bem. E nós, sempre com ela. Sempre.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

CATARINA


Estou num atraso imperdoavel, com a filhota. Isto de não ter Internet...
Ontem foi o dia dela!
3 anos
Está mais linda que nunca.
Fomos até á escolinha cantar-lhe os Parabéns juntamente com quem passa com ela quase todo o seu dia, os seus amiguinhos e educadoras. A felicidade de ver os pais e as avós foi notório, e o orgulho de nos mostrar a quem mais gosta também.
Na altura de cantar-lhe os parabéns fez questão de dar um abraço ao pai e á mãe, e esse abraço...é intemporal. Vale tudo. Cada ralhete, lembrete, lágrima de contrariedade, ficando aquele sorriso que nos vale todo o dia, todos os dias...acordar pela manhã, ou madrugada.
Amar sem refúgios, sem incertezas, certos que faremos tudo para que a felicidade desse sorriso se mantenha sempre.
MUITOS PARABÉNS A TI MEU AMOR

quinta-feira, 22 de março de 2007

O veredito

Está decidido.
É PILAS!!!! Ficamos assim com um casalinho.
E agora sim:
- Catarina o bebé da mamã é um menino, vais ter um mano.
- Mano tá na barriga da mamã!
Pois tá meu amorzinho, pois tá...

quarta-feira, 21 de março de 2007

menina ou menino?



Hoje vou descobrir o sexo da criança!
É engraçado que a ansiedade que possa existir é mais a de poder finalmente explicar á Catarina se vai ter um mano ou mana, a de dar forma a uma, até aqui, ideia de bebé. Passar de uma simples barriga a um ser, um corpo, um nome, tudo. E esperar a sua reacção...
É já daqui a pouco...

quinta-feira, 8 de março de 2007

Ontem a caminho de casa

Ontem fiquei sem resposta para a Catarina.
É maravilhoso a espontaneidade das crianças, e a demonstração de carinho sem favores, sem obrigações, sem querer agradar, sem nada que não apenas sinceridade.
_ Queio a caxa do Gonxalo!
_ Queres a caixa do Gonçalo (o colega da escola)?
_ Queio a caxa do Gonxalo! – Ela repete até os pais entenderem...
_Mas que caixa filha? A caixa do Gonçalo? - Perguntamos nós, sem entender nada.
_ A caxa do Gonxalo!
Até que se fez luz ao Pai, e lhe perguntou:
_Do Gonçalo e mais quem? (para confirmar o que já sabia)
_Mafada!
Ahhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!! E ainda a querer mais certezas:
_Queres ir agora a casa do Gonçalo e da Mafalda??!?
_Xiiiimmmmm! (A satisfação de finalmente ter sido entendida)
Resposta??? Um sorriso...

A verdade nas palavras dela.
Sem dúvida que adora os primos!
E ás vezes, do nada, depois de um dia atarefado na escola, com ginástica, fotografias, festa, bolo e tudo, vem a saudade...!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Há 17 anos...

É certo que tinha apenas 11 anos, mas ficam imagens do entusiasmo, o nervosismo de alguém que finalmente realizava o sonho da vida. Não é claro o dia, nem hora, mas momentos deste começo da caminhada para a sua ascensão.
Lembro das cassetes gravadas com os teus primeiros noticiários nocturnos, que ouvíamos depois (já dia) com a novidade de te sentir assim de longe, mas tão pertinho. As pequenas “gaffes” de quem começa um pouco solitário numa vida que sempre desejou.
Sei que tiveste noites duras de passar, imagino a saudade da vista que te acompanhou nas longas noites que passadas na torre que te viu crescer como jornalista e acima de tudo como pessoa.
Os mimos ao mano aumentaram nessa altura, horas trocadas, dias do avesso, a lua ao acordar, o sol para adormecer.
Lembrar-me-ei sempre deste teu começo com orgulho, de quem nunca parou de lutar, mesmo quando parecia que a vida não acompanhava a vontade, agarrando sem hesitar a sorte que te piscava o olho.
Aprendi muito ao ver-te nascer no mundo da rádio, do jornalismo, da televisão...da comunicação.
Ainda hoje...um orgulho o meu irmão.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Dia de consulta

Os enjoos continuam persistentes, as más disposições, o cansaço, a soneira desgraçada logo pela manhã, tudo aquilo que desconhecia de uma gravidez. E certo que tudo normal para uma gravidez. Mas não para mim.
Percebo quando dizem que uma gravidez não é igual a outra.
Alguém me deu uma dica e eu claro concordei, que desta vez o maridão não teve os sintomas por mim, quando da Catarina ele é que sentiu tudo o que descrevi acima, e desta deixa-me assim desamparada...!
Hoje vou mais uma vez ver o meu “camarãozito” e ouvir o seu coraçãozinho a bombar, já a querer comunicar com a mãe, que como comunicador sairá de certo à família.
A sua paixão virá do amor dos pais, a verdade como a de qualquer criança, o riso...dele/a sempre, o sonhar da vontade de nunca parar, o olhar de poeta e uma força selvagem que o/a acompanhe toda a sua vida, e nós sempre por perto.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Maninho/a

Tive este ano a melhor das prendas de Natal, visto que veio quase no sapatinho.
A Catarina vai deixar de ser filha única, visto que tem um/a maninho/a já nas suas 10 semaninhas de existência, a querer vislumbrar este nosso mundo.
Confesso que foi bem difícil mas quis dar a notícia à família embrulhada para o Natal, e lá consegui por entre alguns percalços...
Digamos que barriga ainda não é difícil de esconder mas os enjoos, tudo aquilo que não posso comer, o cansaço, foi algo complicado de explicar a quem me conhece melhor do que ninguém. Mas consegui.
A véspera de Natal foi muito especial, o meu mano mais uma vez demonstrou num gesto tudo aquilo de gigantesco que nos une, entregando-me uma prenda que comprovou o pressentimento de que a mana estava grávida. Sem palavras.
A Catarina ainda não percebe o que se passa, penso que só ao ver a mãe a transformar-se de maneira gigantesca é que se irá questionar o que me está a acontecer, e que espécie de bicho é que eu engoli e me pôs assim!

Estou Feliz

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Primeiro dia de aulas

Hoje faz 18 anos que tive o meu primeiro dia de aulas no Conservatório.
Lá fui eu de madrugada, apanhar o comboio, depois o mítico elevador da bica (mais tarde deixei-me disso) e depois finalmente percorrer o Bairro Alto até ao centenário edifício das artes.
Depois de dias e dias de manifestações, às quais nunca compareci, mas que preparei com todos os outros alunos, contra o facto de não abrirem a escola, lá chegou este dia 22 de Novembro, e que tive o meu primeiro contacto com todos aqueles colegas/amigos, que fariam para sempre parte de mim.
A primeira aula foi com a professora Miriam. Fatal e marcante. Foi quem me fez desaprender e detestar o francês. As aulas eram arrepiantes de estupidamente mal conduzidas. Tratava-nos como se mal conseguimos falar, nem conseguia compreender como criancinhas tão pequenas (9/10 anos) já andavam de comboio! Irreal.
Saudade fica da primeira imagem, sem juízos de valor, que fica de algo que nos marca para sempre.
Todos os anos que lá estive foi comemorado este dia...que agora relembro.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Que bela manhã

É absurda a forma como um comum humano, que da sua forma pacífica, calma, tranquila até, sonolenta, esperando um simples autocarro, se consegue transformar num animal irracional à caça do seu alimento e esfomeado, num grito de poder, utilizando a suas garras, ao querer chegar à sua presa, não deixando qualquer outro chegar-se perto. É absurdo como nos transformamos numa situação que de nada de assemelha a uma guerra, e nos vemos ali numa batalha em que as bombas somos nós, prestes a explodir. Se numa pequena contrariedade as pessoas parecem irracionais nas suas acções, se for por uma causa como a religiosa...deve ser fácil alguém se tornar uma besta!
É triste termos de lidar com estas situações, numa altura em que o tempo é cada vez menos, apesar das 24 horas.
É cansativo esperar mais de uma hora com o frio a arrepiar, o ar a gelar os dedos, e no fim aparecer um autocarro a cair de podre, que parece que na mais pequena subida se engasga e volta para trás sem contemplação, e finalmente chegar ao trabalho passadas 3 horas de sair de casa...!

E quinta-feira...outra vez!